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Traders relatam compra chinesa de soja dos EUA e dão fôlego aos contratos em Chicago

A notícia ainda não confirmada oficialmente pelas partes envolvidas


Foto: Leonardo Gottems

Operadores do mercado internacional de grãos relataram, no início desta semana, a aquisição pela China de 300 mil toneladas de soja norte-americana, negócio que teria sido dividido em cinco cargas com embarque previsto entre setembro e novembro. A notícia, ainda não confirmada oficialmente pelas partes envolvidas, ofereceu suporte aos contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago na última segunda-feira (06).

Segundo dados divulgados pela DATAGRO, a China figura como o principal destino das exportações norte-americanas da oleaginosa, condição que torna qualquer movimento de compra do país asiático um fator de peso para a formação de preços internacionais. Ao longo de 2025, no entanto, esse fluxo comercial foi fortemente impactado pelas disputas tarifárias entre Washington e Pequim, o que reduziu significativamente o volume negociado entre as duas nações.

Com o arrefecimento das tensões comerciais ao final do ano passado, compradores chineses voltaram a adquirir soja dos Estados Unidos, ainda que em ritmo mais lento do que o inicialmente esperado pelo mercado. De acordo com a DATAGRO, os volumes atuais permanecem inferiores às expectativas divulgadas no começo do ano, quando autoridades chinesas sinalizavam um apetite maior pela oleaginosa americana.

Em fevereiro deste ano, autoridades norte-americanas chegaram a apontar um potencial de compras de até 20 milhões de toneladas de soja pela China no atual ano comercial. O número representa uma revisão significativa para cima em relação à projeção de outubro de 2025, quando o volume estimado de aquisições girava em torno de 12 milhões de toneladas.

A retomada das compras chinesas, mesmo que gradual, é acompanhada de perto pelo mercado, já que qualquer sinalização de maior apetite por parte de Pequim tende a repercutir diretamente nas cotações negociadas em Chicago. A notícia desta semana, embora ainda careça de confirmação oficial, já foi suficiente para sustentar os preços da commodity no pregão de segunda-feira.

O episódio reforça a sensibilidade do mercado de soja às relações comerciais entre as duas maiores economias do mundo. Após um ano de forte instabilidade nas trocas bilaterais, qualquer aceno de normalização do comércio agrícola entre Estados Unidos e China tende a ser recebido com otimismo pelos operadores do setor.

A confirmação oficial da operação por parte de exportadores ou autoridades chinesas é aguardada pelo mercado como próximo passo para consolidar a percepção de retomada mais consistente do comércio bilateral de soja.

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